10 curiosidades sobre Um Corpo que Cai, clássico de Alfred Hitchcock

10 curiosidades sobre Um Corpo que Cai, clássico de Alfred Hitchcock

Quem não gosta de um filme clássico de suspense? Um Corpo que Cai (em inglês, Vertigo) é um dos filmes mais populares de Alfred Hitchcock. Lançado em maio de 1958 nos Estados Unidos e em julho do mesmo ano no Brasil, trazia Kim Novak e James Stewart no elenco principal.

Confira 10 curiosidades sobre o filme.

 

 

1. Não foi um sucesso em 1958

Apesar de hoje ser considerado um clássico, o filme não foi um sucesso comercial nem de crítica quando lançado. Hitchcock culpou James Stewart por “parecer velho demais” para atrair o público. Depois desse filme, ele jamais trabalhou com o ator novamente. Injusto, não acham?

 

2. Adaptação

O filme é uma adaptação de D’entre les morts (Dentre os Mortos), romance policial de 1954 de Boileau-Narcejac. A cidade da história original foi trocada de Paris para San Francisco, e o final também foi mudado no cinema.

 

3. Efeito Vertigo

Hitchcock e o cameraman Irmin Roberts criaram o então novo efeito “zoom out e track in” (que ficou conhecido como efeito Vertigo) e transmitia a sensação de vertigem no público. Hitchcock já queria ter usado este efeito antes no filme Rebeca, A Mulher Inesquecível, de 1940, porém não havia tecnologia para tanto na época.

 

4. Legado

Patricia ao lado do pai, Hitchcock

Um Corpo que Cai ficou indisponível por três décadas pois seus direitos (e os de outros quatro filmes do mesmo período) foram comprados por Hitchcock e deixados como parte de seu legado para a filha, Patricia. Havia até um apelido para os tais filmes, “Os Cinco Hitchcocks Perdidos”. Eventualmente eles foram relançados nos cinemas por volta de 1984, após trinta anos hibernando. Os outros filmes são O Homem que Sabia Demais (1956), Janela Indiscreta (1954), Festim Diabólico (1948) e O Terceiro Tiro (1955).

 

5. Hotel Vertigo

O Empire Hotel, onde James Stewart encontra Kim Novak, chama-se Hotel Vertigo desde 2009 (antigo York). O personagem de Novak viveu no quarto 501, que mantém muitos dos aspectos do filme. O endereço é Rua 940 Sutter Street, em San Francisco.

 


 

6. Kim Novak

Em uma entrevista posterior, Hitchcock disse que Kim Novak foi mal selecionada. Ele achava que tinha escalado a atriz errada para o papel.

 

7. Flores

A floricultura Podesta Baldocchi, que aparece no filme, funcionava desde 1871 em San Francisco. Hoje sobrevive apenas como um negócio na internet.

 

8. Aparição surpresa

As aparições surpresa de Hitchcock nos filmes ficaram famosas, e nesse filme não foi diferente. Aqui ele aparece rapidamente na tela carregando uma espécie de estojo de instrumento musical.

 

9. Não deu

A primeira opção para o papel de Judy foi a atriz Vera Miles, uma das favoritas do diretor. Porém ela ficou grávida e, portanto, não estava disponível. Outro nome que não deu certo foi o de Lana Turner. A atriz teria pedido um salário muito alto para o papel.

 

10. Resumindo

Em uma conversa com o cineasta francês François Truffaut, Hitchcock deu a seguinte descrição sobre o filme: “Para ser franco, o homem quer ir para a cama com uma mulher morta”.

 

DICA DE LEITURA

Título: Hitchcock / Truffaut – entrevistas
Editora: Companhia das Letras
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SINOPSE – Durante as décadas de 50 e 60, quando François Truffaut idealizou e realizou a série de entrevistas que resultariam neste livro, Alfred Hitchcock (1899-1980) era visto – sobretudo nos Estados Unidos – como um cineasta mediano e comercial. No entanto, para Truffaut – e para os jovens diretores e críticos franceses da revista Cahiers du Cinéma -, Hitchcock estava entre os maiores cineastas de todos os tempos, ao lado de nomes como Jean Renoir, Federico Fellini, Ingmar Bergman e Luis Buñuel. Com o objetivo de modificar a opinião dos críticos americanos – e com o imperioso desejo de “consultar o Oráculo” -, Truffaut propôs ao diretor inglês que respondesse quinhentas perguntas sobre sua obra e carreira. Nesta extensa conversa, Hitchcock comenta detalhadamente sua produção, desde os primeiros filmes mudos feitos na Inglaterra até os coloridos e sonoros de Hollywood, falando sobre a concepção de cada obra, a elaboração do roteiro, as circunstâncias, as inovações e os problemas técnicos, a relação com os atores. O diálogo entre os dois diretores permite ao leitor acompanhar não apenas a evolução da obra do cineasta inglês, mas a própria história do cinema. Lançada em 1967, a primeira edição de Hitchcock/Truffaut contemplava a produção de Hitchcock até Cortina rasgada, seu qüinquagésimo filme. Para a edição definitiva, de 1983, Truffaut acrescentou um capítulo com os últimos anos e filmes do cineasta – feito com base na correspondência trocada entre eles. Hitchcock/Truffaut foi publicado pela primeira vez no Brasil nos anos 80, e logo passou a ser disputado em sebos e bibliotecas. Com nova tradução e projeto gráfico, centenas de imagens e um prefácio inédito do crítico e professor Ismail Xavier, a presente edição é um documento único da história do cinema.

 

(Fontes: Wikipedia, IMDB)