No século 19, hospitais eram conhecidos como “casas da morte”

Já pensou descobrir que sua perna terá de ser amputada, e que a única maneira de isso acontecer é com um cirurgião serrando-a sem anestesia? E se a operação fosse transformada em um evento, diante de uma plateia de curiosos e sem nenhuma espécie de procedimento de higiene?

O livro “Medicina dos Horrores” (Intrínseca), de Lindsay Fitzharris, resgata como funcionavam as cirurgias no século 19, principalmente nos hospitais da Inglaterra e Escócia. Do começo, quando ainda não havia anestesia nem noção de métodos antissépticos, até o final do século, quando Louis Pasteur já havia publicado seus estudos sobre micro-organismos e o doutor Joseph Lister disseminado métodos de antissepsia para conter infecções nos hospitais, a jornada é de descobertas.

Interessante ler sobre uma época tão primitiva na história da medicina, e historicamente não tão distante assim dos nossos tempos. Além da evolução tecnológica, muitas formas de tratamento de pacientes mudaram com as décadas.

Doenças como a cólera, que vitimavam milhares de pessoas em cidades como Londres no século retrasado, foram contidas através da aplicação de métodos de higiene e esterilização até então desconhecidos.

Medicina dos Horrores é, principalmente, sobre a contribuição de Joseph Lister, médico e cirurgião inglês que se empenhou em mudar a forma como cirurgiões tradicionalmente tratavam pacientes e doenças e, consequentemente, acabou mudando a história da cirurgia.

Veja o comentário sobre o livro no vídeo abaixo, com destaque para uma curiosidade sobre a ligação de Lister com Sherlock Holmes. E não se esqueça de se inscrever no canal!

 

Confira o vídeo

 

SOBRE O LIVRO

Título: Medicina dos Horrores
Autora: Lindsay Fitzharris
Tradução: Vera Ribeiro
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
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SINOPSE – Em Medicina dos horrores, a historiadora Lindsey Fitzharris narra como era o chocante mundo da cirurgia do século XIX, que estava às vésperas de uma profunda transformação. A autora evoca os primeiros anfiteatros de operações — lugares abafados onde os procedimentos eram feitos diante de plateias lotadas — e cirurgiões pioneiros, cujo ofício era saudado não pela precisão, mas pela velocidade e pela força bruta, uma vez que não havia anestesia. Não à toa, os mais célebres cirurgiões da época eram capazes de amputar uma perna em menos de trinta segundos. Trabalhando sem luvas e sem qualquer cuidado com a higiene básica, esses profissionais, alheios à existência de micro-organismos, ficavam perplexos com as infecções pós-operatórias, o que mantinha as taxas de mortalidade implacavelmente elevadas. É nesse cenário, em que se considerava mais provável um homem sobreviver à guerra do que ao hospital, que emerge a figura de Joseph Lister, um jovem médico que desvendaria esse enigma mortal e mudaria o curso da história. Concentrando-se no tumultuado período entre 1850 e 1875, a autora nos apresenta Lister e seus contemporâneos e nos conduz por imundas escolas de medicina, os sórdidos hospitais onde eles aprimoravam sua arte, as “casas da morte” onde estudavam anatomia e os cemitérios, que eles volta e meia invadiam para roubar cadáveres. Chocante e revelador,Medicina dos horrores celebra o triunfo de um visionário, cuja busca para atribuir um caráter científico à medicina terminou por salvar milhões de vidas.

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